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sábado, 3 de janeiro de 2015

Ferrari divulga lista com os veículos mais caros leiloados no mundo


A Ferrari dominou o mercado de carros de colecionadores em 2014, estando representada com nove em cada 10 veículos mais caros vendidos nos leilões ao redor do mundo.

O grande destaque do ano ficou por conta de uma 250 GTO, fabricada em 1962 e arrematada por impressionantes US$ 38.115 milhões (cerca de R$ 101,2 milhões, em uma conversão simples), quantia considerada recorde. A venda aconteceu em Monterey, na Califórnia.

Confira abaixo um resumo de outros modelos da marca italiana arrematados em leilões por quantias expressivas:

Ferrari 275 GTB/C Speciale                            1964US$ 26,4 milhões
Ferrari 375-Plus Spider Competizione           1954US$ 18,4 milhões     
 Ferrari 250 GT SWB California Spider          1961US$ 15,18 milhões
Ferrari 250 LM                                                   1964US$ 11,55 milhões
Ferrari GTB/4                                                    1967US$ 10,175
Ferrari 250 GT LWB California Spyder            1958US$ 8,8 milhões
Ferrari 275 GTB/C                                            1966US$ 7.86 milhões
Ferrari 250 Mille Miglia Berlinetta                   1953US$ 7,86 milhões

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

10 carros incríveis e originais do Salon Prive

Este Morgan SP! está fazendo sua estreia mundial no Salon Prive. Feito sob encomenda, foi criado com base no conceito LifeCar 2009. Apesar do interior de madeira polida, o veículo pesa apenas 1.000kg e conta com um motor V6 de 3.7 litros de um Ford Mustang, fazendo com que o carro chegue aos 100km/h em 5,5 segundos.
Após estarrecer a multidão no Festival de Velocidade de Goodwood, a LaFerrari verde brilhante de Jay Kay, vocalista da banda Jamiroquai, está de volta ao centro das atenções no Salon Prive. O híbrido e está em exposição no Hypercar Paddock, juntamente com um Pagani Huayra e Bugatti Veyron. Se o verde não é a sua cor, há duas outras LaFerraris presentes na Salon Prive, ambos no bom e velho vermelho.
Também estrelando o show está o primeiro exemplar do raríssimo Lamborghini 5-95 Zagato. Apenas cinco unidades do modelo foram produzidas, na parceria entre a montadora e a Zagato. Com base na extinta Gallardo Superleggera LP610-4 , o supercarro foi vestido em um corpo de fibra de carbono, porém manteve os traços clássicos, apenas arredondando as lanternas traseiras. O novo Lamborghini Huracan LP610-4 também aparece no Salon Prive, no stand da Lamborghini.
Outro veículo reestilizado presente na exposição é o Jaguar Mk2 por Ian Callum's. O carro, revelado na última semana, foi rebaixado em 30 milimetros e ganhou rodas de 17 polegadas. veículo é alimentado por um motor V8 de 4.3 litros.
O Abarth 695 BIPOSTO é o Fiat 500 mais rápido da história, com seu motor afinado para desenvolver 199cv e chegar aos 100 km/h em apenas 5,9 segundos. Muito disso graças ao seu baixo peso, são apenas 997 kg, alcançados por conta da substituição por fibra de carbono em algumas partes do carro. Porém, o preço não é nada pequeno, o projeto acima Para a versão de fotos é pedido 50 mil euros.
Uma Ferrari F12 Berlinetta não é o suficiente para você? Para um rico colecionador também não. Na foto uma versão feita sob medida, conversível, que resultou na única F12 TRS. A silhueta sem teto é inspirado em carros de corrida dos anos 1950, enquanto a cabine curiosamente não possui rádio.
Aparentemente nada demais nessa Range Rover, certo? Errado. Esta é a Range Rover de chassi número 001, ou seja, o gênesis do Range Rover Sport SVR e também do Evoque. O carro passou por uma restauração completa na década de 1990, e deverá render entre 100 e 140 mil euros.
Um dos míseros 22 exemplares com volante à direita, este 1963 Ferrari 250 GT Lusso não é apenas rara e bela, é, também, um dos carros mais caros presente no evento. Estará disponível para lances no leilão, mas o martelo só deve ser batido com valores próximos aos 2 milhões de euros.
O carro mais caro leilão do Salon Prive 2014 é este 1931 Blower Bentley. O famoso supercharger deste carro é a peça que foi originalmente instalada no veículo. Foi o primeiro grande projeto da Bentley, concebido nos EUA após pesquisa em todo o mundo. Totalmente restaurado , é justificável que o dono espere arrecadar até 2,5 milhões de euros.
Certamente o veículo menos glamouroso, mas o mais legal no Salon Prive é este despretensioso caminhão. Após vários sites de leilões negociarem o veículo, a verdadeira história surgiu. Juan Manuel Fangio, ídolo argentino na Fórmula 1, comprou esta unidade nos anos 1950. Pela história que possui, o valor chega a ser uma pechincha, apenas 80 mil euros.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Top 10: surpresas e decepções da Copa e sobre rodas

Quando o SUV de origem chinesa foi apresentado, poucas expectativas foram criadas em relação aos seus resultados no mercado. Oriundo de uma fabricante sem tradição no País, o X60 se compara à seleção da Grécia, que veio à Copa do Mundo e atuou de forma discreta até conquistar a classificação inédita para as oitavas de final, em que lutou bravamente até ser eliminada nos pênaltis. Já o SUV ocupa hoje a quarta colocação entre os importados mais vendidos no Brasil - dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) - superando facilmente os planos iniciais de 200 unidades vendidas ao mês, com média de 340 emplacamentos mensais no primeiro semestre de 2014. Do R7
O Onix foi projetado como a aposta da Chevrolet para o concorrido segmento de compactos. Mas assim como o Chile na Copa do Mundo, o carro se saiu bem e avançou até conquistar a posição de mais vendido para pessoa física, descontando-se as vendas para empresas e frotistas, nos meses de março e abril e, atualmente, ocupa a terceira posição no ranking geral, com 67.028 emplacamentos no primeiro semestre, de acordo com dados da Fenabrave. Os chilenos deram trabalho ao Brasil nas oitavas de final, quando o resultado foi decidido nas penalidades máximas. O mercado provou que o hatch da Chevrolet tem potencial para encarar os grandes favoritos, assim como a seleção chilena tinha uma equipe com capacidade de alcançar melhores resultados no torneio, mas os adversários, como VW Gol e Hyundai HB20, continuam sendo de peso.
Com muita tecnologia embarcada e brigando num segmento caro e de luxo, o Evoque parecia fadado a ocupar apenas um mercado de nicho. Mas quis tal mercado que fosse diferente e, hoje em dia, o SUV ocupa o posto de segundo importado mais vendido entre as marcas que não possuem fábrica no País, com 2.884 emplacamentos apenas no primeiro semestre segundo a Fenabrave. Surpresa também foi o principal sentimento em relação à seleção dos Estados Unidos que, renovada e sem Landon Donovan, seu jogador mais experiente, chegou ao Mundial sem expectativas por parte do público. Mas, após uma boa fase de grupos, o time avançou às oitavas de final e deu trabalho até a prorrogação, quando um gol enviou os americanos de volta para casa. Ambos foram frutos de grandes investimentos, mas, nem por isso, pouparam o público do reconhecimento pelo bom desempenho.
Na Copa de 1994, a equipe de Valderrama chegou a ser cotada como a favorita de Pelé para levantar a taça do mundial, mas, apesar de eliminadas precocemente, resta na memória um passado de qualidade, assim como o Golf, que construiu fama, mas perdeu o brilho após anos de esquecimento por parte da Volkswagen. Porém, uma surpreendente renovação trouxe o modelo de volta aos bons tempos com a mesma geração vendida na Europa, tal qual a Seleção da Colômbia, que era uma das favoritas para conquistar a Copa do Mundo com o inspirado James Rodriguez. Apesar de eliminada nas quartas de final, é gratificante ver atual equipe voltar a marcar época, assim como acontece agora com o hatch germânico, que ocupa a vice-liderança do segmento, com 9.629 unidades comercializadas no primeiro semestre de acordo com a Fenabrave.
O Peugeot Hoggar foi revelado com muita expectativa, pois, apesar de partir de um projeto já antigo do 207, que era um facelift do 206, trazia diferenciais como preço abaixo dos rivais e a maior caçamba da categoria. Portugal também carece de uma tradição consolidada em Copas do Mundo, apesar de trazer na equipe o jogador eleito como melhor do mundo na atualidade. Ambos provaram que ser o melhor em um ponto não garante resultados diante de rivais mais bem consolidados e estruturados. Sempre abaixo dos resultados pretendidos, a picape parece viver à espera de sua aposentadoria no mercado - com apenas 23 unidades vendidas no mês de junho, enquanto a Seleção de Portugal também não foi capaz de superar seus adversários e deu adeus ainda na fase de grupos.
O azarão Strada correu por fora da disputa entre Palio e Gol pela liderança e alcançou, em março, a façanha de veículo mais vendido do Brasil, mês de lançamento do modelo atual. A versão cabine dupla corresponde por 50% das 75.318 unidades vendidas no primeiro semestre, revelando, assim, o provável motivo para o sucesso inesperado. A Costa Rica ficou no grupo da morte, em que jogou contra três campeões mundiais, e se classificou em primeiro lugar com duas vitórias e uma derrota. Alcançou as quartas de final, em que enfrentou a Holanda e levou o jogo até as penalidades máximas, colocando em risco até mesmo uma das equipes favoritas ao título. Ambos roubaram as luzes dos holofotes para si ao superarem medalhões e provarem que no mercado automotivo e no futebol, tudo pode acontecer.
O carro apostou no diferencial do apelo esportivo, no sucesso da marca Hyundai e nas três portas, já a Espanha apostava no esquema de jogo Tiki-Taka (caracterizado por toques rápidos e posse de bola) e num elenco campeão mundial em 2010. Mas os atributos não foram suficientes para segurar as vendas - que alcançaram 3.956 emplacamentos já nos primeiros cinco meses de venda em 2011 - quando a polêmica potência abaixo do anunciado pela importadora e aquém da concorrência veio à tona. O sucesso acabou ao ponto de ter a importação ao País interrompida. A Espanha, por sua vez, não suportou a pressão por resultados e o favoritismo pouco importou, pois foi eliminada ainda na fase de grupos.
A seleção da Itália reagiu tarde nesta Copa do Mundo. Após vencer o primeiro jogo para a Inglaterra, perdeu as duas partidas restantes e acabou ficando para trás. O Bravo, por sua vez, foi apresentado na Europa em 2007, quando o mercado brasileiro de hatches médios ainda era carente de concorrência, mas a Fiat aguardou até 2010 para apresentar o modelo no mercado nacional com visual já cansado após tanta espera. O cenário já havia mudado e o Bravo não foi capaz de suportar a pressão de modelos como o Hyundai i30 e da segunda geração do Focus, restando amargar no papel de coadjuvante, com apenas 381 unidades comercializadas em junho segundo a Fenabrave, num segmento em que poderia ter reinado sozinho.
O Sonic chegou ao Brasil em 2012 em uma categoria acima da sua em conteúdo, tamanho e preço, tornando ainda mais visível a diferença entre o compacto premium em relação aos rivais médios apesar de terem preços similares. Mesmo com suas qualidades, como motor e construção modernos, o modelo foi incapaz de fazer frente aos concorrentes, assim como a Inglaterra, que teve como melhor resultado um empate. Nem seus prestigiados jogadores ou a tradição da equipe em mundiais foram capazes de reverter os resultados que pararam o time na fase de grupos após duas derrotas, assim como o Sonic, que mês de junho vendeu apenas 356 unidades, de acordo com a Fenabrave.
Quando estava em projeto, muito se especulou sobre o novo compacto da Toyota. Mas apostando mais na tradição da marca que em se adaptar ao público nacional, o carro viveu à sombra de seus concorrentes que apresentavam visual e propostas mais modernas. O Brasil também apostou muito no valor dos jogadores que venceram a Copa das Confederações, assim como se valeu de Neymar como único ponto-forte, tal qual a Toyota apostou pelo desempenho do Etios em testes de colisão. Mas isso não suficiente, pois à frente havia detalhes que o público não aprovou como painel de instrumentos central, limpador de para-brisas único e parte interna do capô sem pintura, problema que, juntos, tornaram os resultados do modelo sempre abaixo do esperado - no mês de junho foram emplacadas 2.473 unidades -, da mesma forma que o ataque formado pela nossa seleção.