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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Utilitário tracionado de matemático

Bom pessoal, faz um tempinho que não posto nada, mas achei uma imagem na internet que merece ser postada.

Quando um Mitsubishi Pajero GLX 2.8 TurboDiesel 1994 vira propriedade de uma pessoa que curte muito uma Matemática é isso que acontece, conforme a foto acima, retirada de um anúncio daqui do Brasil mostra (e por incrível que pareça não foi do Mercado Livre.

Se não conseguiu visualizar direito, abaixo tem o detalhe ampliado:
Faz todo o sentido, pois 4x4 = 16, mas só pecou em um detalhe: raiz quadrada de 16 é apenas 4 (deve ser para indicar apenas quantas rodas são motrizes ou para induzir a prova real do cálculo 4x4), mas foi "legal" (e engraçada) a iniciativa do cara. Não sei se o veículo já foi vendido, mas se foi, o novo proprietário provavelmente deve ter arrancado os adesivos de vergonha.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Série IPI, parte 2: A história recente das "Reduções de IPI" e o "Aumento dos importados"

Ao longo da história do Brasil, principalmente a recente teve promoções de IPI reduzido, até foi criado o Dia Nacional Sem Imposto (25 de maio), mas só achei na web coisas a respeito das reduções de IPI dos períodos de dezembro de 2008 até setembro de 2009 e de maio de 2012 em diante.

Mas primeiro vou começar com uma pergunta que deveria ser respondida para abrir os olhos do brasileiro.




Por que o governo propõe um programa temporário para reduzir o IPI? Qual a real intenção?

Para estimular as vendas de carros 0Km, que estavam diminuindo sensivelmente nos períodos anteriores às quedas do IPI (no primeiro período se deve à crise mundial), o governo aprovou um projeto temporário que visava diminuir o IPI e, consequentemente, o preço dos veículos. Como o consumidor não resiste à tentação das promoções e descontos, causa a ilusão de que o governo está sendo "bonzinho" e que a economia do país está muito "melhor". Mas o governo foi esperto: acabou diminuindo o preço dos carros, mas aumentou o número de veículos vendidos e causou um novo recorde de vendas em 2008 e 2009. Isso diminui o "prejuízo" do governo. Depois do período da "euforia" e da prorrogação da redução do imposto, as vendas pararam de crescer e começaram a encolher nos anos seguintes. Por isso foi feita uma nova "redução do IPI" em 2012, com o mesmo objetivo (e a mesma intenção e estratégia). Está acontecendo algo semelhante (inclusive a queda do preço dos usados e prejudicou quem havia comprado um 0Km antes das reduções de IPI), mas não se sabe se quebrá o recorde de vendas. Muitas vezes o povo se esquece que o governo só diminui um único de seus impostos de forma temporária, prova de que o governo continua charlatão e velhaco. O ideal seria se todos os impostos fossem reduzidos e de forma PERMANENTE, pois com o valor de impostos que pagamos éramos para ser um país de 1º mundo (isso que os desenvolvidos pagam muito menos impostos que a gente). Além disso o governo deveria parar de iludir o povo e começar a aplicar o dinheiro na educação, na saúde, na segurança, erradicar a pobreza, investir em infraestrutura, aumentar o salário mínimo e ainda sobraria muito dinheiro (milhões de brasileiros ganham somente R$622,00 e muitas vezes têm filhos para sustentar e pagar contas de água, luz, comprar comida e vestuário e não sobra nada no final do mês.



Por que houve um aumento no IPI dos importados a partir de dezembro de 2011?

A resposta para essa pergunta seria o protecionismo. Ao anunciar a medida, em setembro de 2011, o governo disse que a intenção era proteger a indústria automobilística nacional. Em termos de volume, Argentina e México são os principais fornecedores de carros importados para o Brasil -montadoras instaladas no país como General Motors, Fiat, Ford, Nissan, Peugeot Citroën e Renault trazer de plantas argentinas e mexicanas alguns modelos vendidos aqui. Além de serem excluídos do aumento do IPI, esses carros também conseguem escapar da taxa de importação por terem acordo comercial com o Brasil. Outro objetivo seria tentar atrair empresas ainda não instaladas no Brasil. Exemplos são as montadoras chinesas Chery e JAC e a alemã BMW, que pretende montar o novo Série 1 no Brasil. Os aumentos foram entre 1,5% a 18%, dependendo da montadora.



Os números das reduções:

                            2008
Motores                Valor antigo     Valor novo
Até 1.0                        7%                  0%
De 1.0 a 2.0               13%                6,5%
Acima de 2.0              25%                25%

                            2012
Motores                Valor antigo     Valor novo
Até 1.0                        7%                  0%
De 1.0 a 2.0 (flex)       11%               5,5%
De 1.0 a 2.0 (gas.)      13%               6,5%
Acima de 2.0              25%                25%
Utilitários                     4%                  1%

*Todos os valores não constam os 30% dos importados