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sábado, 28 de julho de 2012

Fundamentos do Drift, Parte 2 (Técnicas de drift)

Bem, meus amigos, estarei postando a seguna parte da série Fundamentos do Drift, falando de técnicas de drift, bem como ensinar como é feito (não, você não vai aprender a driftar, só vai ficar sabendo como são os movimentos a título de curiosidade).


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TÉCNICAS DE DRIFT


Vamos falar de DRIFTING. Você deve estar pensando o que é DRIFTING, certo?


DRIFTING é levar seu carro além dos limites. Depende da técnica de direção para fazer o carro deslizar de lado e manter isso. Você tem que equilibrar a velocidade e o angulo do DRIFT unindo movimentos. Para ser o melhor você tem que aprender a unir alta velocidade com ângulo do DRIFT simultaneamente.
Aprenda a unir Velocidade, Ângulo, Inércia, crie um traçado imaginário.
Existem dois passos a serem seguidos para qualquer DRIFT, então preste atenção.
O primeiro passo é iniciar o DRIFT. Isto significa deixar o carro de lado. Há muitas maneiras de iniciar um DRIFT, e aprender as técnicas para fazê-lo . O segundo passo é controlar o DRIFT. Vamos ver o básico.


DRIFTING BÁSICO
Se você quer fazer DRIFT, tem que entender como se fazer uma curva. Ela acontece quando a traseira do carro gira na direção da curva. Há muitas maneiras de fazer isso acontecer, vou ensinar todas para vocês. Em carros tração traseira, você pode usar a aceleração para regular o ângulo do DRIFT. Forçar a curva com o carro é uma grande parte do DRIFT. Mas se você não conseguir controlar o carro vai acabar batendo.
Para evitar que o carro gire, você precisa virar na direção contraria. Vire as rodas dianteiras com calma na direção da curva e equilibre a aceleração para manter o DRIFT. Treine este equilíbrio até se acostumar. Os carros são diferentes, então treine bastante naquele que você acha mais seu estilo. Para DRIFTING , use carros com tração traseira
POWER OVER
Vamos fazer anglo simples: DRIFT por aceleração. É só usar a aceleração para deixar seu carro de lado. Para fazer isso, acelere bastante e vire totalmente para esquerda ou direita. Tente girar o carro em círculos no mesmo lugar, isso vai ajudá-lo a treinar. Quando você tiver dominado isso, conseguira fazer muito mais! Talvez você precise virar na direção contraria para evitar que o carro gire, principalmente depois, com mais potencia.
SIDE
(também conhecido como DRIFT de freio de mão)
Esse é fácil: puxe o freio de mão e vire a direção. Se você estiver numa reta, o carro ira girar rapidamente. Se você já estiver no DRIFT, usando o freio de mão ira travar as rodas traseiras, aumentando o ângulo do DRIFT. Lembre-se que o ângulo baseia-se no tempo que você segura o freio de mão. Se você segurar por muito tempo, pode acabar girando. Acertar um DRIFT de frenagem lateral depende de travar as rodas traseiras. Travar e girar, entendeu? Tente misturar a frenagem lateral com aceleração, ou outras técnicas. Quando você estiver de lado, acelere e vire na direção contaria para manter o DRIFT.
BRAKING
Você já entendeu que o DRIFTING depende de tirar o equilíbrio do carro. Esse DRIFT faz exatamente isso, acaba com o equilíbrio do carro. Confira! Entre em alta velocidade. Agora solte o acelerador e freie! Segure um pouco e volte ao acelerador. Se você fizer certo, o carro vai rodar. Pisando no freio faz o peso do carro mudar para a dianteira abruptamente. Isso faz a traseira perder tração e começar a girar.
Esse e o mais difícil até agora, arrisque!
DRIFT POR REDUÇÃO DE MARCHA
A redução de marcha pode ser feita na corrida de GRIP, para começar um DRIFT ou durante um DRIFT para mantê-lo. Durante a curva, rapidamente reduza a marcha, aumenta a rotação do motor. A força extra ajuda as rodas traseiras a girarem. O carro ira rodar imediatamente. Garanta que o acelerador esteja pressionado quando for reduzir a marcha, ou não vai funcionar. Quando você fizer corretamente, o carro irá (pular), então vire na direção contraria ou você vai rodar durante a curva.
ACCEL OFF
É exatamente o que parece, para essa técnica , você precisa soltar o acelerador para fazer o carro rodar. Entre em uma curva mais rápido do que deveria. Garanta que o acelerador esteja pressionado. Quando estiver pronto para virar, solte o acelerador, nesse momento o carro deve girar com a suspensão traseira ficando mais leve (a transferência de peso ocorre como no DRIFT por frenagem, só que mais sutil). Vire na direção contraria e aproveite. Você pode unir essa técnica com outras, como a de redução de marcha pra aumentar a distancia do DRIFT ou o ângulo. Use isso para grandes DRIFTS e para acertar o ângulo.
FEINT
(também conhecido como DRIFT pendulo ou chicote escandivado)
Essa é a técnica! Aprenda isso e você esta no caminho para se tornar um profissional! Eu sei que você consegue!
Feint é uma técnica que os DRIFTERS aprenderam como corridas de rally. Entre na curva por dentro ao invés de entrar por fora. Isso te dá mais espaço para fazer FEINT DRIFT. Ao invés de virar para o canto da curva, vire para fora e logo volte para dentro. Fazendo isso, você carrega um dos lados do carro e joga o peso para o lado desejado. Vire na direção contraria quando sentir a traseira saindo. Se estiver tendo problemas, solte o acelerador no momento em que volta para a curva.
MANJI
Lembre-se do FEINT DRIFT que ensinei agora há pouco? Será muito útil para o MANJI DRIFT. Encontre uma boa reta e ganhe velocidade. Quando estiver rápido, vire para um lado, solte o acelerador (isso fará a traseira rodar rapidamente) e vire para o outro lado pisando no acelerador simultaneamente. Quando o carro girar para o outro lado, repita o procedimento soltando o acelerador e virando para a primeira direção. Se você for bom, vai fazer isso durante todo o caminho.
Um jeito fácil de pensar nisso é (liga, desliga, liga, desliga). Solte o acelerador virando para um lado, acelere virando para o outro. Lembre-se, essa técnica é muito difícil, até mesmo para profissionais.
DIRT DROP
Isto é feito deixando sair os pneus traseiros fora da pista (na sujeira) para manter ou ganhar o ângulo de drift sem poder ou velocidade perdedora e para ajustar-se para a curva seguinte. Somente permissível nas estrada sem barreiras e alinhadas com sujeira ou outros materiais que posam perder a tração. isto é feito geralmente em rallying de WRC.
CLUTCH KICK
Kicking, pise rapidamente na embreagem dentro da curva sem tirar o pé do acelerador, à embreagem empura para dentro ou para fora, use esta tecnica para ajustar o angulo do drift, para um ajuste muito rapido.
CHANGING SIDE SWING
Esta técnica é usada extensivamente na competição D1 japonesa e é muito similar à drift inércia (feint). É feita frequentemente no primeiro canto do drift da entrada, que é frequentemente uma volta dobro longa do apex imediatamente antes de um muito rápido straight-way. Se straight-way antes que o apex dobro é de uma orientação em declive, o condutor se mantiver dirigir no lado da trilha que é a mais closetest ao canto. Então com sincronismo correto na mente, o condutor muda abruptamente o carro no outro lado. Este movimento tem o momentum do carro a ser alterado fazendo com que as rodas traseiras percam a tração. O carro está em uma direita do movimento do drift agora. O drift é carregada então sobre o canto e através dela.
CHOKU DORI
Isto é usado principalmente depois de viradas longas, retardar para baixo o carro e executar DRIFT POR REDUÇÃO DE MARCHA. O carro está jogado em um feint e balançado para trás a outra maneira em velocidades muito elevadas, quando o condutor usar o BRAKING manter a linha dos carros e estender à tração.
KANSEI
Essa técnica é utilizada em curvas de alta-velocidade, se executada perfeitamente não é utilizado o freio. Na entrada da curva retira-se o pé do acelerador (accel-off) transferindo o peso para frente e provocando a perda de tração nas rodas de trás.
DYNAMIC DRIFT
Esta técnica é similar ao Choku Dori. Emprega todos os formulários das técnicas acima - e não restringido a somente uma - nas combinações para realizar o movimento desejado da tração.


Bem, este é o segundo (e talvez o último) artigo da série "Fundamentos do Drift. Até logo.

Fundamentos no Drift. Parte 1 (O Carro de Drift)

Bem amigos, vou começar a série de artigos sobre o drift, mas como é que deve ser o carro, suas regulagens, funcionamento e seus acessórios?

Atenção: este post possui muita linguagem técnica e requer entendimento básico de mecânica.


O CARRO DE DRIFT
Para a pratica do drift é preciso um carro modelo FR (RWD), MR (RWD) ou RR (motor e tração traseiros).


Modelos FF (FWD) e 4WD (AWD) não servem, 4WD (AWD) só serve se tiver o sistema ATTESA-ETS para converter ou no caso do Subaru e outros modelos compatíveis e possível converter para FR.


FR (RWD), motor na dianteira e tração na traseira.


FF (FWD), motor e tração na dianteira.


4WD (AWD), motor na dianteira, meio ou traseira, tração nas quatro rodas.


MR, motor no meio e tração na traseira.


RR, motor e tração na traseira.


ATTESA-ETS; Advanced Total Traction Engineering System for All - Electronic Torque Split. É o sistema de tração utilizado no Nissan Skyline R32, esse sistema faz com o torque seja aplicado nas rodas traseiras, mas quando é detectado a perda de aderência em alguma das rodas traseiras o sistema pode mandar até 50% do torque para as rodas dianteiras. O sistema pode ajustar a relação de torque dianteiro/traseiro de 0:100 até 50:50. Assim apesar de ser considerado 4WD, o skyline pode realizar drifts. Esse sistema combina todas as vantagens da tração traseira (melhor arrancada, desgaste de pneus mais equilibrados) e da dianteira (melhor aderência nas curvas).


Mecânica básica, cambio forjado com engrenagens para aceleração, embreagem de varias camada para virar o contrapeso do carro, suspensão coil-over (ajustável) , kit de freios melhores, motor com muito torque e diferencial forjado com LSD (auto-blocante), Misfiring System. (Anti-Lag), sistema utilizado para diminuir o atraso de acionamento do turbo. O turbo precisa de uma certa pressão para funcionar, quando essa pressão cai o turbo é desligado diminuindo a potência do motor. Para evitar que o turbo seja desligado quando se diminui a rotação,o sistema mantém a pressão injetando combustível diretamente no sistema de exaustão, provocando uma pequena explosão e mantendo a pressão, aválvula POP OFF também retarda o turbo-lag, a válvula Pop Off tem um funcionamento semelhante à válvula de prioridade, apesar dela ter um papel diferente. A Pop Off se abre quando a pressão máxima é atingida evitando que supere determinado regime.


A figura 1 mostra a curvatura negativa ajustada acima para a suspensão dianteira. A curvatura negativa dá à suspensão dianteira mais aperto com encurralar então a parte traseira. Isto produzirá uma direção excedente ao incorporar um canto para ajudar induzir uma tração e dar mais controle durante todo o canto. A figura 2 mostra quase uma curvatura do strait ajustada acima com grau negativo muito pequeno da curvatura. Isto fornece a suspensão traseira com menos aperto que ajuda outra vez produzindo uma direção excedente para drifting.







O diferencial é o componente mecânico que distribui a potência vindo da caixa de velocidades pelos dois veios de transmissão (um ligado a cada roda). Contudo, o seu funcionamento só é perfeito se a aderência das rodas motrizes for ideal. Se uma das rodas patinar, o diferencial interpreta esse patinar como se a roda estivesse a percorrer uma distância ainda maior e logo fornece a essa roda ainda mais potência. O resultado final é que quando uma das rodas perde aderência, o diferencial funcionará ao contrário do que desejado, levando a que essa roda patine ainda mais. O auto-blocante (LSD) é um componente mecânico incorporado no diferencial que diminui a possibilidade de uma das rodas começar a patinar. Ou seja, se uma das rodas motrizes começa a patinar, o auto-blocante (LSD) contraria o funcionamento normal de um diferencial, levando a que a potência disponível seja retirada dessa roda e fornecida à roda com boa aderência. São exemplos de diferenciais auto-blocantes (LSD) os da Torsen e Viscosos.





Em breve postarei o segundo artigo da série fundamentos do Drift.

Campeonato Brasileiro de Drift: um esporte pra lá de interessante

Estou montando um esquema com textos que têm como fonte o site oficial do Campeonato Brasileiro de Drift, vou falar sobre o esporte e sobre o campeonato, pois é o assunto central deste post.

História do Drift:


Nascimento e crescimento: do Japão para o mundo: "Criado há mais de trinta anos, o drift é uma técnica de pilotagem amplamente utilizada nas pistas de rally off road. As manobras extremamente ousadas acabaram atraindo o interesse de um piloto japonês de corridas de turismo que passa a aplicar as técnicas do drift em suas manobras. Esse piloto acabou ficando famoso batendo seu apex (o ponto onde o carro está mais perto da curva) em alta velocidade, e derrapando na curva, saindo dela com mais velocidade que o normal.

Depois dessa fantástica façanha, ele ganhou uma legião de fãs, os quais deram início ao drift japonês. Outro corredor também interessado nas técnicas do drift começou praticando nas montanhas do Japão. Em 1977, a Option Magazine criou um vídeo que mostrava as habilidades desse piloto. Isso acabou inspirando milhares de outros corredores. Em 1988, o diretor chefe da Option Magazine ajudou a organizar o primeiro torneio de drift no Japão.

Foi a partir desse evento que o drift se profissionalizou. O drift é hoje o esporte automobilístico mais praticado, sendo, uma forte ferramenta de marketing para a indústria de peças e acessórios de alta performance no Japão. Depois dessa trajetória de sucesso, o drift acabou migrando para outros países, tornando-se conhecido mundialmente."


O Esporte no Brasil: "Em fevereiro de 2007, na cidade de Curitiba/PR, um ousado grupo de bons profissionais e amantes do esporte iniciaram um trabalho com o objetivo de mudar a história do automobilismo no Brasil. Assim criaram a empresa SPL DRIFT PROJECT dando início a uma série de eventos de divulgação do drift pelo país com a importação dos primeiros carros de drift do Japão para o Brasil. Tal iniciativa acabou atraindo outros pilotos e equipes que se mostravam interessados na nova modalidade. Começava, então, uma nova era no automobilismo nacional.

Após intenso trabalho e dedicação da SPl Drift Project o sonho finalmente se concretiza. Ainda que em caráter experimental, a Confederação Brasileira de Automobilismo autoriza a realização do campeonato brasileiro de drift na cidade de Cascavel/PR no dia 20 de setembro em 2009. Essa data é considerada marco na história do automobilismo brasileiro, pois foi a partir desse campeonato que o drift iniciou sua trajetória profissional no Brasil. As duas etapas realizadas nesse ano mostraram o grande potencial de crescimento da modalidade. Com isso a Confederação Brasileira de Automobilismo autorizou a empresa SPL Drift Project a realizar com exclusividade o campeonato oficial de Drift no Brasil."

O Campeonato: 
"O formato do Drift Series Brasil segue algumas regras internacionais quanto ao quesito eliminação. Os competidores são avaliados um a um. E os 16 melhores formam o TOP16, que se enfrentam em uma disputa de dois carros por vez. O melhor piloto segue na competição, e prossegue assim até o final da competição.

Cada competidor inicia a temporada com 100 (cem) pontos. A cada etapa, os competidores são pontuados de acordo com a colocação conquistada. Ao final da temporada, o competidor que somar mais pontos é declarado vencedor da temporada.


O campeonato é formado por duas categorias:
1. Categoria Expert – que é destinada a pilotos com experiência avançada nas técnicas de drift. As vagas são para 30 competidores apenas. Equipes e pilotos interessados devem entrar em contato com a SPL Drift Project para adquirir a vaga, além de preencher os requisitos exigidos pela organização e pelo regulamento do campeonato.
2. Categoria Iniciante - destinada a pilotos que estão iniciando ou que tenham pouca experiência no drift. As vagas são ilimitadas. A inscrição é feita diretamente com a SPL Drift Project. Os interessados devem preencher os requisitos exigidos pela organização e pelo regulamento do campeonato.

Ao final da temporada, o vencedor é contemplado com uma vaga na categoria Expert, sem o respectivo custo de adesão."

Calendário da Temporada 2012:
1º etapa - dia 1 de abril - autodromo Internacional Ayrton Senna em Londrina -PR
2º Etapa - Dia 17 de junho - Uberlândia - MG
3º Etapa - Dia 15 de julho - Itú - SP
4º Etapa - Cascavel - PR
Final - Londrina - PR
Aqui em baixo tem um vídeo que achei na internet, da 1ª etapa da Temporada, tenham uma ideia de como são as etapas: